Nina pensou alguns dias em que aquela história iria dar, um P.A., chamado P.A., adicionou num misto de enjôo por saber que as histórias se repetem, e naquele delicado momento de término recente, estava ela crente que nada mais a encantaria.
Desiludida da vida, ela não entendera o motivo de se aproximar de um estranho só porque ele lhe passou o contato, por outro lado, ficara animada de ter um contato de homem notadamente gostoso 11 anos mais jovem, dava um grau na autoestima, envaidecendo-lhe o ego. .
Viajou para São Paulo, e ao retornar resolveu adicionar o P.A., a princípio, pareceu mesmo clássico macho alfa, sua rede social inúmeras fotos monstrando os músculos que construíra, comprometendo parte do orçamento com whey, bomba, academia e suplemento; e frases de efeito, para equilibrar a futilidade da exposição gratuita.
Nina, conhecida por ter uma veia política, percebera que se tratara de esteriótipo do clássico "cidadão de bem” o qual ela “mamava com repúdio” sentiu que dali não sairia nada, e para o momento que atravessava, onde decidira que não queria nada sério por um tempo, deixou rolar a empreitada, ainda seduzida com a química da fadada noite de carnaval, realmente a beleza e desempenho do rapaz lhe impressionara.
Nina notava algo de estranho no rapaz, a cada súbito interesse e desaparecimentos, a maioria das vezes era ele quem a acessava, e como no livro de Napoleon Hill “Mais mais esperto que o Diabo!” , onde diz que como regra do controle “Bajule!”, assim o moço foi lhe engendrando na fantasia de que a transa havia sido especial e ela ficava cada vez mais envaidecida de si, pensava ela é só sobre sexo…
Em seu primeiro contato, ele pediu-lhe o what's , e na primeira conversa, ocorrida uma semana após o swing ele lhe disse que gostaria muito de encontrá-la novamente, que havia sido muito bom, ela também disse que tinha sido muito bom, mas não quis estender o assunto pois, estava em viagem com um velho amigo.
Passaram a se falar esporadicamente por algumas semanas, em uma de suas conversas em que ele a chamou, falava ela sobre as lindas tatuagens que ele tinha pelo corpo, se tinha alguma relação com os animais de poder, ele disse que nem conhecia o que era isso...ela toda universalista mística, tentava deixar-lhe mais digerível, aquilo lhe broxou um pouco, pensava ela, é só mais um corpinho bonito, mente pequena, ele soltou um “eu só acredito em Deus!” ela pensava “Eu que acendo vela pra Exu é Pomba Gira toda semana!!”, soltou “eu acredito em tudo!”, o que cortou totalmente o clima de falarem de outro assunto, depois dessa conversa o moço demorou para retomar o contato.
Não se falaram por alguns dias, pensava ela que seu desinteresse o faria desistir, começou a notar que a escrita do rapaz demonstrava de ele que não era muito afeito aos estudos, cometia alguns erros crassos, como trocar "mas" pelo "mais", ria-se ela por dentro, crendo ela que somente esse fato a lembraria que não se tratava de algo relevante, lembrou de um antigo ex-namorado que também era um tesão, mas não valia um real!
Eis que depois de inúmeras tentativas de se efetivar o aguardado encontro, que por diversos motivos não se tornara possível, ora porque ele não a procurava, ora porque Nina começou a dar desculpas, deixando o encontro para quando realmente estivesse excitada com tesão, o moço começou acessá-la com mais intensidade passados mais de dois meses da fatídica noite, então ela começou a querê-lo e desejar sentir novamente a experiência daquela noite. As investidas do estranho passaram a lhe causar um enorme frisson cada vez que lembrava, da intensidade do tesão que sentira naquela noite, suspirava de satisfação!
Não quis ela saber onde ele trabalhava e nem o que fazia da vida, contou pouco sobre sua vida ao rapaz, antes de adiciona-ló em sua rede social pessoal, arquivou algumas fotos que demonstrassem quem ela era, preferia que seu anonimato permanecesse.
E envolvida naquela dinâmica prazerosa e viciante, de acessos eróticos e pequenas satisfações do cotidiano de ambos, Nina se viu sendo cobrada a dar satisfações ao rapaz de não se ter ainda efetivado, o que parecia ser o “tão aguardado encontro”, aquela cobrança a princípio causou repulsa na moça, que achou ser invasivo, o moço utilizava de falas do tipo “Não gosto de esperar!” , “você é perfeita!” , o que seduzia e ao mesmo tempo assustava feminista submissa, lembrava ela do antigo namorado que ela enquadrou como sendo narcisista, o love bombing inicial com fotos das partes íntimas, mexia com sua cabeça apesar de curtir a dinâmica, sabia ela que se tratava de mais do mesmo…
Encontro marcado, ela ansiosa, combinou com Kimberly de ela fazer companhia para o amigo do P.A., naquela semana as trocas de mensagens pegaram fogo, ele demonstrava que queria muito tê-la novamente, no dia do aniversário do moço 15 de abril, conversaram até tarde da noite, aquelas sacanagens gostosas, que quando estão embuídos de tesão rolam, com direito a foto da pepeka e pau duro e tudo!
Se falaram durante o dia e marcaram no mesmo swing, ele levou dois amigos e uma amiga, que mais tarde percebera que se tratava de outra ficante dele, ele a tratou razoavelmente bem, Nina com o fogo que estava, na ânsia de que a trepada de carnaval se repetisse chamou-o para que fossem na área de casal, bem queria ela poder dizer que o frisson se repetira...ma não foi assim, ele começou a implorar para que retirassem a camisinha, a submissa acabou por sucumbir aos desejos do rapaz, que empolgado com a situação “em três sanfonadas acabou o forró!” tirou depressa para para gozar em sua boca, logo começou a se arrumar e ao pé do ouvido lhe disse "agora você me deixou encanado, com esse lance de gravidez", como se numa sugestiva para que ela se virasse, a responsabilizando pelo ato.
Kimberly foi embora mais cedo, Nina subiu novamente juntamente ao P. A. seu amigo e a estranha acompanhante para área do casal, ela começou a chupa-lo e ouviu a estranha acompanhante falar “eu não sou obrigada a ver ela te chupar, né?”, após Nina “mama-lo com enorme repúdio aquela pica gostosa!” O rapaz ordenou a estranha acompanhante, Ana Paula o nome dela, “Fica de quatro aí que eu vou te comer!”, afastando Nina de perto, a estranha urrava o nome do rapaz “P.A. Como você fode gostoso!” , Nina tentou se aproximar e foi prontamente afastada pelo rapaz, sentiu como uma pequena rejeição, um micro descarte, o que a deixou um pouco desconfortável. Então, ela se encostou na parede daquela enorme sala, onde haviam vários casais em uma cama redonda ao centro, fechou seus olhos e passou a curtir a música quando um estranho se aproximou “Posso te beijar!” analisou e percebeu ser comível começaram a se agarrar, ainda um pouco desconfortável mais ainda com uma enorme vontade de gozar, passou a mama-lo, o estranho pediu autorização a sua companheira “Posso comer ela, amorzinho!” no mesmo instante Nina, deitou na cama redonda e arreganhou suas pernas, deu aquela conferida na camisinha, fechou os olhos e se concentrou deixando sua pepeka toda melecada, notou que P.A. não conseguiu finalizar com a menina e passaram a olhá-los, deixou que o estranho a fizesse gozar finalizado a transa, ela se levantou.
Notou que o P.A. partiu na investida numa outra mulher que estava de casal, no que que eles começaram a trocar carícias, Nina se retirou do salão juntamente ao acompanhante da moça, ela ficou no que parecia ser um corredor onde sentou sobre uma maca que ficava ao centro, olhou para o deconhecido e perguntou “E aí tá afim? Quer aqui ou prefere uma cabine mais reservada?” foram na cabina, o pau do moço tava cansado tadinho, afinal já varava a madrugada, ao o finalizar e se retirarem da cabine ela ouviu P. A. que estava em outra cabine com a acompanhante do estranho, tendo o mesmo diálogo que teve com Nina da primeira vez que se viram, sobre ser interessante passando seu contato para a garota que ele tinha acabado de transar, nessa hora ela sentiu estranhamento e como num filme que se passa na cabeça refez todas as atitudes do rapaz até ali, um pouco confusa com toda situação.
No outro dia tratou de ir até farmácia e tomar a pílula do dia seguinte, e correr atrás do ginecologista pra fazer a bateria de exames, cortou-o de suas redes sociais, não se arrependeu de tudo somente de ter colocado sua saúde em risco, se por um lado ela deu abertura é porque ainda está viva, ficou feliz com a constatação! Pensara ela que havia morrido em se interessar por outro alguém, viu que ainda estava viva, outros amores, outras histórias, novos jeitos...
Nina, porém repensou a dinâmica, de que não havia motivos para se trocar contatos que não seja em se estreitar a relação, sabia ela que teria alguém para tentar impor-lhe julgamentos que já havia aberto mão decidiu: a plenitude do anonimato de ser a desconhecida liberta do que uma intimidade que lhe ameaçaria.
Determinou que havia motivos para que algumas regras fossem cumpridas "O que acontece no swing, fica em Swing !"
Eis que na semana que seguiu uma leve preocupação começou a incomoda-lá...